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Escritores contemporâneos, inclusive os autores dos Documentos do Monastério têm tentado seguir os Merovíngios até a Grécia antiga, especificamente até a região conhecida como Arcádia. De acordo com os documentos, os ancestrais dos Merovíngios eram relacionados com a Casa Real da Arcádia. Em uma data não especificada, próxima ao advento da era cristã, eles teriam migrado Danúbio acima, e depois Reno acima, estabelecendo-se no que é hoje a parte ocidental da Alemanha. A derivação dos Merovíngios, de Tróia ou da Arcádia, parece hoje uma questão acadêmica, e não há necessariamente conflito entre as duas afirmações. Segundo Homero, um contingente substancial de arcadianos estava presente no cerco a Tróia. E segundo histórias gregas antigas, Tróia foi fundada por gente da Arcádia. |
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Curiosamente o nome Arcádia deriva de arkades, que significa “povo do urso”. O urso era um animal sagrado na antiga Arcádia, a base de cultos e rituais. Ao que parece, quanto mais pesquisamos, mais intrigados ficamos, uma história nos leva a outra, como se fossem uma única lenda, realmente é bastante curioso quando começamos a estudar e a nos questionar, que lendas tão bem imaginadas e escritas foram essas que têm uma ligação tão sólida entre elas. Chegamos à conclusão de que não são de forma alguma totalmente imaginárias, mas simbólicas, mascarando algum fato histórico concreto. Os antigos arcadianos reclamavam descender de Arkas, a deidade patrona da terra, cujo nome também significa urso. De acordo com a Mitologia Grega, Arkas era filho de Kallisto, uma ninfa relacionada com Ártemis, a caçadora. Modernamente, Kallisto é mais conhecida como a constelação Ursa Maior.
Entre os Francos Sicambrianos, dos quais os Merovíngios, o urso gozava de uma condição igualmente exaltada (exagerada). Assim como os antigos arcadianos, eles veneravam o urso na forma de Ártemis – ou na forma mais especificamente, de seu equivalente galês, Arduína, deusa patrona de Ardenas. O culto misterioso a Arduína persistiu até a Idade Média, sendo Lunéville um de seus centros, próximo de dois outros locais recorrentes, Stenay e Orval. Em 1304, a Igreja ainda promulgava estatutos proibindo a veneração dessa Deusa Pagã.
De acordo com Henry Lincoln, dada a condição mística e de totem do urso no centro merovíngio de Ardenas, não é de se surpreender que nos Documentos do Monastério o nome Ursus seja associado à linhagem Merovíngia Real. Mais surpreendente é o fato de a palavra galesa para urso ser arth, de onde deriva o nome Arthur. Embora o assunto que esteja em pauta seja sobre Jesus, Maria Madalena e Da Vinci, essa coincidência intriga, pois Arthur não seria somente contemporâneo dos Merovíngios, mas também, como eles, associado com o urso. O governante de quem os merovíngios derivaram seu nome é muito obscuro, sua realidade histórica tendo sido eclipsada (oculta) pela lenda. Mérovée (Merovech ou Meroveus) foi uma figura semi-sobrenatural, digna do mito clássico. Até mesmo seu nome testemunha origem e caráter miraculosos: evoca a palavra francesa para “mãe”, bem como as palavras em francês e em latim para “mar”. Caro Leitor, a leitura pode tornar-se cansativa, mas torna-se necessária para que possamos compreender um outro lado da história que veremos mais adiante.
De acordo com os principais cronistas francos quanto à tradição subseqüente, Mérovée nasceu de dois pais. Quando já estava grávida de seu marido, o Rei Clódio, a mãe de Mérovée teria ido nadar no oceano. Na água, ela teria sido seduzida ou violada por uma criatura marinha não identificada, de além-mar – bestea Neptuni Quinotauri similis, “uma besta de Netuno semelhante a um Quinotauro, que teria engravidado a dama uma segunda vez. E quando Mérovée nasceu, supostamente corria em suas veias um amálgama (sentido figurado: mistura, reunião ou ajuntamento de elementos diferentes ou heterogêneos, que formam um todo) de dois sangues diferentes, o sangue de um governante franco e o de uma misteriosa criatura aquática. E para alguns estudiosos, essa misteriosa criatura era um peixe, um dos símbolos mais antigos, que simbolizaria Jesus Cristo. Portanto, a Dinastia Merovíngia seria descendente de Jesus.
Segundo a tradição, os monarcas merovíngios eram adeptos do oculto, iniciados em ciências arcaicas, praticantes de artes esotéricas, rivais dignos de Merlin, seu fabuloso quase-contemporâneo. Eles eram freqüentemente chamados de “reis bruxos”, ou “reis taumaturgos”. Em virtude de alguma propriedade miraculosa de seu sangue, seriam capazes de curar com as mãos; seriam capazes de clarividência ou comunicação telepática com animais e com a natureza. Sob o reino dos merovíngios, os francos eram freqüentemente brutais. Mas não era, na realidade, um povo guerreiro. Não era como os Vikings, vândalos, visigodos ou hunos. Suas atividades principais eram a agricultura e o comércio, principalmente o comércio marítimo no Mediterrâneo.
E os artefatos da época dos merovíngios refletem um trabalho de alta qualidade, como comprova o Tesouro do Navio Sutton Hoo descoberto em 1939. A riqueza acumulada pelos reis merovíngios foi enorme, mesmo para os padrões de épocas ulteriores. Muito de sua riqueza consistia em moedas de ouro de soberba qualidade, produzidas por casas reais localizadas em alguns locais importantes, incluindo o que é hoje Sinai, na Suíça. Espécimes de tais moedas foram encontrados no tesouro do navio Sutton Hoo e podem ser vistas hoje no Museu Britânico. Muitas dessas moedas portam uma cruz de braços iguais, idêntica àquela posteriormente adotada durante as Cruzadas pelo Reino Franco de Jerusalém. |
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Embora a cultura merovíngia fosse ponderada e surpreendentemente moderna, os monarcas que a presidiam eram já outro assunto. Não eram típicos nem mesmo dos governantes de seu tempo, pela atmosfera de mistérios e lenda, magia e sobrenatural, que os rodeava em vida.
Na Dinastia Merovíngia não existiam Reis forjados, por questão de honra era tomada como regra os descendentes (filhos) de linhagem legítima, ou seja, através do sangue merovíngio. Aos doze anos de idade tornavam-se reis e não havia cerimônia pública de unção, ou de coroação. O poder era simplesmente assumido, como se por Direito Sagrado. Mas isso não significava que o Título de Rei era obrigatório, não era, somente era aceito caso fosse o seu desejo governar, o seu papel não era o de fazer alguma coisa, mas de Simplesmente Ser. Governo e administração poderiam ser deixados para um oficial não real, como um chanceler. De modo geral, a estrutura do regime merovíngio tinha muitas coisas em comum com as monarquias constitucionais modernas.
Os merovíngios eram também freqüentemente chamados “Reis de Cabelos Longos”. Seus cabelos, como os de Sansão, conteriam sua vertu (virtude), a essência e o segredo de seu poder. Quaisquer que sejam as bases para esta crença no poder dos cabelos dos merovíngios, ela parece ter sido levada bastante a sério até 754 d.C..
Nesse ano, quando Childeric III foi deposto e preso por Pepino, o Breve (pai de Carlos Magno), seu cabelo foi ritualmente tosado por ordem expressa do Papa Estevão III. Curiosamente todos os merovíngios possuíam um sinal congênito, que os tornava imediatamente identificáveis e atestava seu sangue semidivino ou sagrado. Este sinal congênito tomaria a forma de uma cruz vermelha – uma curiosa antecipação do brasão dos Templários – sobre o coração ou entre as omoplatas.
E posteriormente foi essa mesma Cruz (Cruz adotada pela "Ordem de Malta") o símbolo pintado nas Caravelas que desbravaram o mar pelo Descobrimento; vulgarmente conhecida como a Cruz de Malta; Malta que na primeira definição significa: uma mistura de pez, cera, gesso e gordura usada pelos antigos trabalhadores como cimento. Mas na segunda definição, Malta refere-se a uma Ilha do Mediterrâneo de onde sairiam trabalhadores para os campos europeus; grupos de pessoas com atividades ou interesses afins. Um grupo de cavaleiros, Cavaleiros Templários. Vamos rapidamente relembrar o significado da palavra Maçom: trabalhadores que constroem alvenaria com argamassa ou argila, pedreiro e também uma sociedade. Sociedade Secreta Maçônica.
Ou seja, TODOS LIGADOS À IDÉIA DE "CONSTRUÇÃO". Curiosamente, quase todos os Castelos da Ilha de Malta, foram construídos pelos Templários, devido a sua localização são denominados de grande importância estratégica no Mediterrâneo. De acordo com pesquisas, a dinastia merovíngia era de grande preocupação para a Igreja, não só pelo seu poder, mas por suas crenças consideradas pagãs. O dogma estabelecido pelo cristianismo jamais aceitaria um Jesus casado, tudo o que foi contra as leis da igreja consideradas verdadeiras, geralmente foi muito perigoso. A Igreja sempre reagiu com violência, é só pensar na Inquisição!
Na Inquisição, a crueldade era tanta que desenterravam os cadáveres, puxavam-nos pelas ruas, depois os queimavam. (Languedoc Tomo III). O astrônomo Galileu foi ameaçado pela inquisição pôr afirmar que a "terra gira em torno do Sol". Temendo a fogueira retratou-se, mas ainda diante do papa reafirmava aos seus amigos: "Mas que gira, gira".
E essa dinastia foi ameaçada pela igreja. Segundo pesquisadores e especialistas, o Priorado de Sião (Monastério do Sinai) foi fundado para proteger os descendentes dessa dinastia, a Dinastia Merovíngia.
Em 1099, a Primeira Cruzada comandada por Godofredo de Bouillon conquista Jerusalém, foi nomeado Rei, mas não se achava digno de usar a Coroa, dizendo que não a usaria num lugar onde o próprio Jesus Cristo usara uma Coroa de Espinhos. Bouillon ficou então com o Título de Protetor do Santo Sepulcro e imediatamente ordenou que limpassem a cidade dos cadáveres que a fúria dos cruzados havia causado, mandou que reparassem as muralhas da Cidade Santa e curiosamente, Godofredo empregou um cuidado extremo, especial às Igrejas de Santa Maria Latina e Santa Madalena. Recuperando também São João Batista entre outros e evidentemente o Santo Sepulcro, denominando ali a Ordem do Santo Sepulcro, um capítulo de 20 cônegos regulares que usavam um manto branco adornado com uma cruz vermelha que supostamente seria a narrativa relacionada à misteriosa Abadia de Notre Dame do Sinai que mais tarde daria impulso à Ordem do Templo.
O Rei Godofredo de Bouillon morre em 1100, Balduíno I seu írmão o substitui, entre 1110 e 1118 foram fundadas Ordens com missões diversas como a Ordem Hospitaleira de Jerusalém (ano 1110), Ordem dos Írmãos Hospitalários Teutônicos (ano 1112) e finalmente nasce ou quem sabe renasce a Misteriosa Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão em 1118 no reinado de Balduíno II, conhecida como Ordem do Templo ou Ordem dos Cavaleiros Templários, sendo o seu primeiro grão-mestre, Hugues de Payen, uma Figura Enigmática. - Mas sobre Payen, deixaremos para falar no link Templários. E foram esses Cavaleiros, os Templários de acordo com pesquisadores, incumbidos de preservarem esse suposto segredo.
Mas se estamos numa época em que não somos presos, torturados, queimados vivos por acreditarmos em algo diferente daquilo que prega a Igreja Católica, por que há tanto mistério?
Segundo Henry Lincoln, é porquê há algo mais que ainda não sabemos. De acordo com a árvore genealógica dos Merovíngios nos “Documentos Secretos” da Biblioteca Nacional da França, um dos nomes que chama atenção é o de uma antiga família francesa chamada “Saint-Clair”, que também é mencionada no livro “O Código Da Vinci”.
No documentário realizado pela GNT, foram localizados dois nobres escoceses vivendo em Londres que dizem ser de uma linha dessa família: Niven Sinclair e Andrew Sinclair.
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