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EVOLUÇÃO DE CONSCIÊNCIA

O homem medíocre

Por Sandra Z Veroneze [Sandra Z Veroneze]
27/02/2007

Um dos livros cuja leitura mais me impressionou nos últimos tempos foi ‘O homem medíocre’.


A obra é de José Ingenieros e através de uma linguagem elegante, até poética, retrata a personalidade daquele que está "na média".



A leitura causa estranhamento, desconforto, a começar pelo título. A palavra ‘medíocre’ não costuma ser bem vista em nosso vocabulário.

 

Ser medíocre é ser inferior e ninguém almeja algo assim pra si.

À medida porém que o leitor vai navegando no conceito de medíocre enquanto "na média", esse desconforto diminui.


Mas só até o leitor se dar conta de que ser medíocre é o comum, o mais provável. O passo seguinte, então, é o questionamento. Até que ponto eu mesmo ajudo a engrossar o grupo dos medíocres?


Como nossa mente é dual e aprende pela comparação dos opostos (temos consciência da luz porque conhecemos a sombra, sabemos o que é amargo porque conhecemos o doce), pensar no medíocre pressupõe, necessariamente, pensar no que não é medíocre.


Trata-se de um processo por um lado estimulante e por outro assustador. Estimulante porque sair da média passa por idéias como fazer diferente, ser ousado, criar algo novo, inusitado, reger-se por regras que não são as de todo mundo.


É a novidade, o aventureiro, que pressupõe coragem, adrenalina, rompimento de limites, criatividade.


E é assustador porque esse é o caminho mais tortuoso. É como nadar contra a correnteza. Nada fácil, especialmente se pensarmos que, de alguma forma, existe sim um determinado padrão de se levar a vida, adotado pela maioria, que é tido como certo.


Este padrão tem suas regras, critérios e premia seus “adeptos” com conceitos de maior ou menor sucesso. Aquele que tem mais sucesso é mais aceito, mais querido, mais admirado pelo grande grupo.


O Homem MedíocreEstar no padrão é estar na zona de conforto, algo que conceitualmente todos repudiam, mas que na prática reverenciam.


Basta observar a vida do homem contemporâneo. Salvas as exceções, as pessoas vivem todas mais ou menos no mesmo esquema:


trabalhar oito horas por dia (nem sempre na atividade mais apreciada), dormir mais oito (nem sempre bem, porque as contas a serem pagas são muitas e os prazos cada vez mais curtos), e as demais dedicar para as refeições, família e o que restar pra esquecer da vida e seus problemas, geralmente com atividades de lazer.


A boa notícia, nem sempre ouvida por todos, é que a cada um é dada a opção de escolher em que grupo ficar.


Ambos os lados têm suas vantagens e seus preços. Ambos dão trabalho, exigem energia. Ambos exigem virtudes.


Ambos trazem satisfação, embora diferentes.


O grande ‘cutuco’ do livro “O homem medíocre” acontece quando o leitor se dá conta de que nenhum grande artista, inventor, cientista desenvolveu seu trabalho, fez algo extraordinário, dentro de sua zona de conforto.


Se o homem estivesse satisfeito em carregar peso e em percorrer a pé longas distâncias, jamais teria inventado a roda, por exemplo.


Ingenieros, em sua obra, alerta que cada indivíduo é produto de dois fatores: a herança e a educação. É o olhar pra trás. Mudar essa realidade, no entanto, implica em olhar pra frente.


Precisamos idealizar o ser humano que queremos ser, e então trabalhar pra isso. Colocar mente, coração e braços nesta empreitada. Não precisamos nos tornar um Einstein, ou um Leonardo da Vinci.


Nesse mundo em que vivemos, se decidirmos por protagonizarmos nossa própria vida, sem sermos levados por ela, já é uma grande coisa.


 


 

 

EVOLUÇÃO DE CONSCIÊNCIA: A Coluna "Evolução de Consciência" pretende abordar assuntos que levem o leitor a reforçar a consciência de sua humanidade. Os eixos serão auto-conhecimento, auto-governo, auto-superação, auto-esquecimento e auto-realização.

Sandra Veroneze é Jornalista com MBA em Estratégia e Competitividade e especialização em Gestão de Economia Social

Os textos desse espaço são de propriedade de seus autores e protegidos pela Lei dos Direitos Autorais, não sendo permitido cópia, distribuição ou comercialização sem a prévia e expressa autorização.




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